15.4.08
Cheiro
Cheira a ti, cheira ao António, cheira à Isabel.
É engraçado como cada um de nós acaba por ter um cheiro muito próprio. Claro que este cheiro é das coisas que fazem a nossa vida, como perfumes, shampoos, amaciadores de roupa, mas é também do nosso corpo, da sua reacção química.
E quando não sabemos o cheiro de alguém mas nos cruzamos com um cheiro e vem-nos logo à memória essa pessoa e sorrimos, reconhecendo que é esse mesmo o seu cheiro que nem sequer tínhamos consciência. Os cheiros ficam na memória de uma forma muito forte mas inconsciente, pelo menos na minha. Posso relembrar mil e uma coisas com um cheiro, ou então mil e uma sensações muitos em saber quando foi que as experimentei.
Conhecer o nosso próprio cheiro deve ser dos desafios mais dificeis, talvez seja um pouco como conhecer o cheiro da nossa casa. Quando chegamos de umas férias bem grandes e sentimos: esta é mesmo a minha casa!
Gosto dos cheiros mesmo quando são maus, incomodam mas gosto, não sei, dá-me a sensação de estar viva. Não é como com os sons, que quando são demais parece que vou morrer.



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