16.3.08
Novos e velhos
É sempre uma festa quando estamos com amigos ou família e aparece alguma criança, parece que tudo muda, que tudo toma sentido. A criança, até aos 4 anos, é o centro das atenções e todos ficam cheios de alegria pela vida ao olhá-la. É realmente transportador de esperança, o carinho, a sinceridade, a inocência de uma criança.
Mas porque não damos a mesma atenção aos velhos, porque não nos pomos todos à sua volta e lhe pedimos que nos dê conselhos e conte histórias? A velhice foi sempre uma característica tão valorizada nas sociedades, que aconteceu para a deixarmos de parte, como se fosse apenas um peso? Um peso que nos confronta com a debilidade, com a morte, com um fim, com o sofrimento? E achamos que é fugindo que vamos ser mais felizes, quando essa etapa inevitável da nossa vida chegar? Vamos simplesmente chamar morte à velhice, porque já não valemos, mas não é bem morte, porque pelo menos para os que acreditam em Deus, na morte entrarão na glória eterna?



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