21.3.08
Filosofias?
Penso muitas vezes em escrever filosofias sobre a vida nos meus posts, coisas que leio em livros e acho interessantes, mas acabo sempre por me conquistar pelos exemplos e coisas que vivo. Nunca tive mesmo muito jeito para filosofias.
Estava certo dia no chiado, pelas 19h30 dum dia de semana, ali mesmo em frente à brasileira. Muitos turistas, muitos imigrantes, muitos portugueses, a praça cheia. Cruzo-me com uma turista oriental e apercebo-me que três estrangeiros (presumi imigrantes) iam atrás dela a tentar abrir-lhe a mochila. Demorei um pouco para me aperceber que a estavam mesmo a assaltar, lá dei meia volta e até que os alcançasse dei-me conta que o monte de pessoas que passavam e caminhavam ao lado da senhora não faziam nada, nem sequer uma cara de espanto... O que é que se passa com esta gente!?

e eu comunico sem babar e abraço com os dois braços
Como desejar BOA PÁSCOA? Disseram-me que a ideia de PÁSCOA começou com os judeus e que foi depois consagrada pelos Cistãos no renascimento do Senhor JC, então é um começar de novo a vida BOA com ARTE. Um renascer, um ano novo eufórico (leia-se bebedeira); ora desejo o mesmo que desejei na passagem de ano: não tenham juízo, csso é para os pobres de espírito.
Muitos folares e cuidados com as barrigas.

um EU no nucleo do bem VIVER
esta semana tive dos dias + horríveis q tenho ideia, acordei a pensar no tempo q pode faltar pra ficar bom... foi após este desabafo por escrito que m'explicaram que isto devia ser como uma viagem longa em que de início há excitação e vai esmorecendo até um cansaço final saturante, assim seja.

Nunca posso admitir que estou cansado, durante a semana estou num voluntariado para me pôr bom, ao fim de semana férias.

há quem diga que estou numa fase de estagnação na fala mas a prova que isso não é verdade é que esteve cá ontem uma amiga que esteve nos brasis a fazer terapia da fala e percebeu parte. Ela prometeu ir comigo à argentina e ao bangladesh, ich habe mein bruder em frança e vive com a minha cunhada italiana, gostava de voltar à alemanha, fala-se em ir à inglaterra.. Se tudo correr bem com a ajuda de um grande amigo que trabalha na TAP arranjo viagens a low cost.

ainda não começou a piscna só começa quando a cicatriz estiver completamente sarada.

impossível dormir por inteiro 'comunicar é preciso' - leia-se télélé - e entre ressonos embaladores 'eu vi um sapo', um busílis dormir.

quero arranjar um mestre de reiki por aqui para ser meu terapeuta.

tenho adorado escrever a meia., quem quiser mande um mail que eu coninuo.

o tal MELnifesto deve ser entregue esta semana sem o nome das figuras públicas minhas conhecidas e com um ps: isto foi escrito perto do reveillon.

Páscoa
Onde vai
este Cordeiro
que a nós que o supliciamos não é dado
seguir com os assinalados
nem fugir
mas soluçando suavemente conceber
no escuro seio da mente
usque ad consummationem
mundi?

Não se pode nascer mas
pode-se morrer
inocente.


(Cristina Campo, "O Passo do Adeus")

17.3.08
“Diário de uma mulher católica a caminho da descrença”
Foi apresentado na sexta-feira, na Sala da Luz (antiga Gráfica de Coimbra, espaço onde se reúne a Comunidade João XXIII), o livro de Laura Ferreira dos Santos:



Alguns ecos no blog Manchas e anúncio jornalístico no Fátima Missionária:

“a crítica feminista, a Igreja, Deus e a fé” são algumas das questões que voltam a percorrer as páginas do diário. Mas também há espaço para “a descida aos abismos da doença e da morte; a lamentável cultura médica portuguesa, no que toca à humanização da cultura médico/a-paciente”.

16.3.08
Novos e velhos
É sempre uma festa quando estamos com amigos ou família e aparece alguma criança, parece que tudo muda, que tudo toma sentido. A criança, até aos 4 anos, é o centro das atenções e todos ficam cheios de alegria pela vida ao olhá-la. É realmente transportador de esperança, o carinho, a sinceridade, a inocência de uma criança.
Mas porque não damos a mesma atenção aos velhos, porque não nos pomos todos à sua volta e lhe pedimos que nos dê conselhos e conte histórias? A velhice foi sempre uma característica tão valorizada nas sociedades, que aconteceu para a deixarmos de parte, como se fosse apenas um peso? Um peso que nos confronta com a debilidade, com a morte, com um fim, com o sofrimento? E achamos que é fugindo que vamos ser mais felizes, quando essa etapa inevitável da nossa vida chegar? Vamos simplesmente chamar morte à velhice, porque já não valemos, mas não é bem morte, porque pelo menos para os que acreditam em Deus, na morte entrarão na glória eterna?

14.3.08
tentativa de humo(difica)r
AVISO
Para uma melhor gestão do espaço, pede-se aos nossos estimados clientes que depositem as loiças usadas no balcão, por favor.
obrigado e gratos pela vossa compreensão.

É em frente a placards com isto inscrito que tomo todos os dias o café. Não é em área vip, nem com uma vertente de acentuado espiríto nobro-burguês...como pode indiciar-se pelo que está afixado o novo-riquismo abunda (ou queriam que pelo menos abundasse). Sou estimado, que é importante a graxa.

A censura veio e disse que não posso pôr nomes de pessoas aqui, lápis azul num computador!?

Ao falar com o Zé filipe (deste posso pôr o nome já anda por ai escrito) demos conta que não há boas formas de dizer adeus aos entes queridos, 'pêsames' e 'os meus sentimentos' (quais sentimentos? euforia, cólicas, bem estar???).

Tenho perguntado se acreditam em deus?, dava quase um teste sociológico. Muitos dizem que é mais fácil acreditar nas gentes, herança-educativa é importante a meu ver, há quem diga que é confortável ter uma entidade superior q reja isto (dá muito jeito acreditar nisto livra-nos de sermos senhores das nossas alhadas). Se ele existe vai me pôr bom, melhor do que o que estava., já era tempo de acabar com isto. Ter alta é VIP (i want to be a Very Important Portuguese) e poder dar umas cacetadas-mocadas no futebol, fechem as pernas, vem aí o mister reviengas.

Há uns posts atrás aqui em ser playboy... ora pelo menos 6 exs que têm namorado e uma é fashion, filhos-abono..

Há uns tempos vi a primeira parte dos lagartos-glorioso, vi a 1ª parte junto a um lagartão, quando foi o golo do sporting ele disse 'fala agora, vááá', a minha resposta escrita foi 'falava se pudesse...','txiii, humor negrooo', responderia agora 'não, o mantorras não'.

Há maneiras de fazer maillists, quero 2, uma para os técnicos de Política Social (nome pomposo estudantes para futuros nhós-nhós assistentes sociais, confesso que escolhi o curso a pensar no Política) e outro para a sociaLista do Mocamfe,

Agora é tempo de crescer para fora, mesmo estando velho tenho tempo.

Já prometi ir à Alemanha passar de ano, vamos lá ver como estou, fala-se em passar na inglaterrra, queria ir a Moçambique antes disto logo se vê...

Incrível como alguém sem voz (hãããs) consegue ser abragente no ser, empolgando quem me cerca.

Nerd (com A?) serei com tanto de ecrã, computador + telemóvel.

Há um jogo tão especial para mim, adoro quando me entendem, para as visitas digam palavras e eu tento imitar.

10.3.08
o que e o mocamfe?
> Foi com este conjunto de palavras cruzadas que rapaziada ideaiLsta, sociaLista, fataLista, essenciaLista, cabaLista, totaLista (duaLista), banaLlsta e com toques capitaListas e monopoListas. se meteu nesta viagem de ilusão tentando movimentar criativamente com vista a futuros risonhos dando justiça aos que por unanimidade (era lista única) nos elegeram em dia da mulher e de uma manifestação académica:
>
> Foi em vocês (nomes/cargos) que pensei com vista a uma lista do mocamfe, acho que o dito merece alguma entrega, afinal foi através dele que vos conheci, com cada um tenho uma relação especial de uma forma ou de outra, o mocamfe foi para mim um ponto de viragem importante de qualidade.(…)
> Alguns princípios regeram esta minha escolha: zona onde moram, tempo de mocamfe, idade, confiança. Já sei que ninguém quer ir para a presidência (ponho agora: arrassam arrrassam castelo faz-rir)
> É preciso pensar nisso afinal estamos a pouco tempo das eleições. Vá lá, ganância: PODER. Vamos fazer disto uma coisa divertida.
> 1 caramelo (fazem-se apostas para o 1º a escrever em re: olé, allez, bébé, seja o q for...), se calhar tenho demasiado tempo para pensar... um ano pintado de novo a cheirar a pente fino com latrinas novas brilhantes. Abreijo eu hei-de ir à volta à serra...
>
> E aqui vamos embrenhados de espírito ‘é tempo, é tempo de aprender a ser subindo por dentro e sempre a crescer’

Sábado houve
Manifestação dos professores. Fica a foto-galeria e alguns recortes do que me parecem ser as questões essenciais:

«Um objectivo correcto, criar um sistema eficaz de avaliação dos professores, não justifica métodos errados. E um sistema burocrático e quase kafkiano de avaliação não tem de ser aceite só porque o actual é laxista e não premeia os melhores, tal como não penaliza os piores» (José Manuel Fernandes)

«O problema é mesmo esse: as reformas fazem-se com as pessoas que temos, não com as que fabricamos. Insistir numa reforma apenas porque é "impopular" é uma desculpa fácil. Difícil é fazer uma reforma compreensível e motivadora para quem vai ter de participar nela. Mas às vezes é possível, e nesses casos é essencial. (Rui Tavares)

«(...)o corolário político extraído pela actual equipa ministerial foi o de que os alegados maus resultados obtidos no sistema educativo português são directamente imputáveis aos seus protagonistas mais salientes: os professores e os órgãos de gestão das escolas.
A verdade é que, para sustentar tal posição, é preciso acreditar que: a sociedade portuguesa não é marcada por fortes desigualdades económico-sociais; é estatisticamente irrelevante a proporção de crianças e jovens a viverem em situação de pobreza ou em famílias com horizontes de emprego precários; não há falta de tempo nem de preparação de muitos encarregados de educação para o acompanhamento escolar dos filhos; não há espaços residenciais estigmatizados nem formas de socialização desviantes a eles associadas; (...) não há desmotivação dos jovens para o prosseguimento de estudos por falta de perspectivas profissionais valorizadoras das aprendizagens escolares; não há pressão para a saída precoce da escola em direcção a postos de trabalho precários e muito pouco qualificados (em Portugal ou até em Espanha); etc.
» (José Madureira Pinto)

«Na impossibilidade humana de "gerir" milhares de escolas e centenas de milhares de professores, os esclarecidos especialistas construíram uma teoria "científica" e um método "objectivo" com a finalidade de medir desempenhos e apurar a qualidade dos profissionais. Daí os patéticos esquemas, gráficos e grelhas com os quais se pretende humilhar, controlar, medir, poupar recursos, ocupar os professores e tornar a vida de toda a gente num inferno. O que na verdade se passa é que este sistema implica a abdicação de princípios fundamentais, como sejam os da autoridade da direcção, a responsabilidade do director e dos dirigentes e a autonomia da escola. O sistema de avaliação é a dissolução da autoridade e da hierarquia, assim como um obstáculo ao trabalho em equipa e ao diálogo entre profissionais. É um programa de desumanização da escola e da profissão docente. Este sistema burocrático é incapaz de avaliar a qualidade das pessoas e de perceber o que os professores realmente fazem. É uma cortina de fumo atrás da qual se escondem burocratas e covardes, incapazes de criticar e elogiar cara a cara um profissional. Este sistema, copiado de outros países e recriado nas alfurjas do ministério, é mais um sinal de crise da educação. Mais do que dos sindicatos ou dos professores, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues é vítima da 5 de Outubro.» (António Barreto)

8.3.08
Disciplina e respeito
Duas histórias contraditórias:
1. A utilização de autocarros enquanto transporte colectivo é uma tarefa árdua principalmente em horas de ponta e quando o condutor acelera e trava bruscamente. O autocarro está cheio, que calor, não tenho onde me agarrar, vou tentar ir para aquele lugar mas rápido antes que o condutor acelere e ainda caia estatelada, não há mesmo nenhum lugar sentado?, será que mais valia ir a pé com o transito que está?, está quase na minha paragem de saída é melhor aproximar-me da porta, se vou lá para trás nunca mais consigo sair. Nesta confusão que é lidar com um autocarro cheio, muitos passageiros acabam por não subir para a parte de trás, onde às vezes até há lugares sentados. Confesso que é uma quimera difícil chegar ao espaço livre, mas a questão principal é que há gente que nem sequer entra no autocarro porque este está cheio à frente e atrás há lugares vazios.
2. Na estação de comboios do Cacém, verifica-se um fenómeno muito curioso. A espera do comboio de manhã para ir para Lisboa faz-se de forma extremamente ordenada e cívica. À medida que os passageiros vão chegando à plataforma, dispõem-se em filas equidistantes que tentam representar as portas do comboio. Assim, quando o comboio chega as pessoas entram no comboio por ordem de chegada à estação, podendo escolher ficar sentadas ou não. Na verdade, nunca entrei num destes comboios, portanto não sei até que ponto é que funciona, mas que é admirável é. Quem é que terá iniciado a moda? Terá sido por uma discussão? Terá sido um simples exemplo de alguém que se foi alastrando pelos outros passageiros?

Quer dizer, então, que depende de nós. Não há situações viciadas e incontornáveis, nem muito menos culturas inalteráveis. Talvez seja necessário um primeiro impulso, só!

7.3.08
Os homens que apenas escutam
Já que se falou em 'Público', fica o convite para uma reportagem fora do comum: uma visita à Cartuxa de Évora. Uma visita aos homens que apenas escutam, com vídeo e foto-galeria, disponíveis online, além do livro "O Segredo da Cartuxa" de Paulo Moura e Nacho Doce.

Parabéns ao "Público"

O "Público" fez 18 anos. E para comemorar a maioridade decidiu apontar os seus próprios defeitos, escolher as melhores invenções dos últimos anos e comparar a geração que tem hoje 18 com a que os tinha há 18 anos. Decidiu também convidar Pacheco Pereira para director-por-um-dia mas director a sério, segundo o próprio. Como diz o Rui Tavares, mantém-se o ritual de discordar do director:
«Começou quando o primeiro chamou 'geração rasca' às pessoas da minha idade - e magoou precisamente porque era o 'nosso jornal'. E não falha hoje, que o director é José Pacheco Pereira, uma das pessoas de quem mais tenho discordado nesta coluna. Se assim não fosse, eu era até capaz de não me sentir em casa.»

Retenho ainda o optimismo tecnológico de Pedro Mexia que nos idos de 90 não podia crer que os computadores pudessem vir a estar todos ligados uns aos outros numa espécie de rede. Retenho sobretudo a boa companhia que nos tem feito o "Público", sem dúvida ainda 'o nosso jornal'. Parabéns ao 'Público'.

5.3.08
mais ou menos
menos: não tive direito a ambulatório (ir e vir a casa todos os dias), apesar dos meus terrapeutas estarem todos de acordo.

mais: vou fazer piscina, psicologia e ter uma cadeira eléctrica.

1.3.08
Famosos
E porque é que os famosos têm de ser todos loucos? Será assim tão difícil não entrar em excessos e não deixar a arrogância subir à cabeça?
Não é que eu seja muito de seguir a vida dos famosos, mas nas últimas páginas do jornal que leio a caminho do trabalho aparece sempre alguma história caricata, e até aqueles por quem tinhas alguma admiração, ou simples respeito, acabam por se revelar os ocos de valores e princípios.
Será que a culpa é nossa, ou pelo menos dos que gostam de coscuvilhar as duas vidas?



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