3.2.08
Liberdades
Porque é que uma pessoa independentemente da sua condição social não pode escolher onde passa férias? ... com quem quer estar?
Tenho tentado ajudar um amigo peruano a vir a Portugal com visto de turismo, é verdade que ainda não entregámos o pedido à embaixada portuguesa no Perú, mas cada dia somos surpreendidos com mais um senão e somos obrigados a redefinir a táctica. "Sabe, o Perú é um país com grande perigo de fuga e temos de controlar isso!", dizem do outro lado do telefone, do outro lado do atlântico, da embaixada portuguesa.
Percebo que se controle, que não se deixe vir qualquer um que esteja desesperado, que se exija alguma forma de comprovativo de meio de subsistência. Mas e se a pessoa não tem como provar que tem meios de subsistência, porque não aceitar os meios de subsistência de alguém que se predispõe a convidá-lo e consequentemente a arcar com os seus gastos em Portugal? "Isso só é suficiente para quem tem relações de parentesco." Porquê?
Porque não querem que se ande a vender cartas de convite de portugueses a estrangeiros ilegalmente? Mas isso não faz sentido, uma vez que sempre que pergunto informações dizem-me: "Ó menina, o melhor é casar-se.", então quer dizer que vender casamentos fictícios já se pode???
No meio de toda esta revolta, o mais revoltante é perceber que quem trabalha neste sector é arrogante a dar informações e a menosprezar os estrangeiros só porque estão a exercer o seu direito de escolherem onde querem ir passear.
Estamos aqui na Europa, e todos os países nos querem receber com os nossos euros nos bolsos, e nem nos damos conta naquilo em que transformamos a vida dos que não são Europa.



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