13.2.07
Frases
Reli a frase “Quase nunca acertar”.
Li um pouco mais acima e falava qualquer coisa de destino do género humano. Não me interessou essa parte. Hoje não. Mesmo nada.
O quase nunca acertar. Sim, esse sim.
Talvez por hoje ter falado de como vou demorar tempo a ser alguma coisa de jeito na minha profissão. Talvez difícil saber entre a minha capacidade de estar atenta e a incapacidade de evitar ficar um pouco distraída. Às vezes totalmente. Talvez porque sinto que não é fácil lidar com as pessoas. Podemos rir. Brincar. Até fazer uma roda e dizer o que nos der na cabeça. Mas aquele lugar onde se sente mesmo perto é Bem difícil. Bem raro. Bem bom!
Quase nunca acertar é frase para mim.

Dizem-me alguns “estás sempre a mexer nos caracóis” e fico a pensar que nunca o notei…
Dizem-me outros “aquilo tem mesmo a ver contigo” e eu fico a pensar como sabem…
Dizem-me “só tu” e eu acho sempre que não…

Lembro uma frase não sei de onde “não desapareças”. E fico preocupada. Lembro o livro do soldado que esperou-esperou “a sorte, a aventura, a hora milagrosa que a todos toca, ao menos uma vez” e nada. Morreu de velho com a hora mesmo a chegar lá longe junto ao horizonte.

“Inesgotáveis os recursos do acaso.” Vem na mesma página daquela primeira frase.
Acho que sim. Falta-me é a paciência. E no entanto não sei se a devo ter.







Ângelo de Sousa desenhou o meu cabelo a achar que estava a desenhar cerejas.
Encaracolado despenteado.



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