7.12.06
Inesperada
Inesperada.
Sempre. Sempre. Sempre.
Em mim acontece, de cada vez que vejo esta palavra e me lembro de como tem o meu nome.
De como gosto do que ela significa.
Hoje li assim “novidade inesperada”. E gostei novamente.
Lembrei…
A tua lágrima ao ouvir o teu texto.
O teu aperto de mão ao amigo a quem terá mais custado entrar naquela sala (e no entanto entrou).
O teu abrir de olhos a quem não preciso de falar para sabermos o que sentimos agora (e que conforto não termos de explicar).

um pouco diferente:
novidade… ines… espera.

O meu corpo de menino
‘tava todo atarantado,
quando via tudo queria
e não sabia escolher.
Com tanta riqueza à roda
tinha v’rgonha de dizer
que não sabia escolher
senão a riqueza toda.




in O menino d’olhos de gigante
José de Almada Negreiros.

(volto a oferecer-te porque voltaste a viajar)



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