4.11.06
silêncio e ausência, outras formas talvez de presença
Somos a grande ilha do silêncio de deus
Chovam as estações soprem os ventos
jamais hão-de passar das margens
Caia mesmo uma bota cardada
no grande reduto de deus e não conseguirá
desvanecer a primitiva pegada
É esta a grande humildade a pequena
e pobre grandeza do homem

(Ruy BELO, Obra Poética I, Lisboa, 1984)



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