12.11.06
A chave do lado de lá da porta
Dei por mim a dizer num bar, com música alto, assim: “Detesto que digam: eles são pobres mas são felizes!”
Falava de S. Tomé.
Uma verdadeira treta pensar que as pessoas não sabem que são pobres, que vivem mal, que sentem a chuva destruir as suas casas, que têm fome, que os seus filhos andam rotos e que não se vê futuro… Falta de esperança.
Pode ser uma ilha mas não é feita de idiotas! E todos vêem onde anda o dinheiro e como ele se passeia em espectaculares carros e férias.















(e quando digo… "nesta terra não havia água, nem luz, tomávamos banho no mar ou no rio junto aos porquinhos e transportávamos água o dia todo…" expressões como “ah… isso é giro!” são de bradar aos céus! É de quem romanticamente acha “giro” mas nunca lá vai pôr o pé… e, no entanto, rimo-nos e muito! Entre o ranger dos dentes, com as dores nas mãos dos baldes que pesavam num caminho bem longe, alguém caía no meio da lama ou mulheres junto à água gritavam entre risinhos “Branca, não leva o balde na cabeça?”)



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