28.10.06
sábado de manhã

Tenho um amigo muito querido. Desde que me lembro que é meu amigo de sempre e para sempre. Eu adorava os carrinhos dele (o que aquele corredor entre as escadas e o elevador nos viu brincar – lembras-te do carocha azul? Era incapaz de andar a direito mas era parecido com o “a sério” amarelo lá de casa) e ele tinha muito jeito para brincar com os meus brinquedos (nem sempre permitidos aos vulgares rapazes). Casámo-nos muitas vezes mas não confessávamos que gostávamos um do outro, isto claro, até ele entrar para o ciclo, quando as nossas hipóteses se foram de vez.
Quando estávamos muito tempo juntos conversávamos muito. E chateávamo-nos muito (mais eu, pois). Nisso, a distância fez-nos bem.
Há perto de 24 anos que me conhece. Há perto de 24 anos que me telefona ao sábado de manhã (bem-bem de manhã) e há perto de 24 anos que não tem sorte nenhuma nesse telefonema! :)



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