18.10.06
O peso das coisas.
Tenho tendência a achar que aquilo que já está feito não custou a fazer...
Dou-me conta disto à pergunta da enfermeira “o curso é muito difícil?”… e a minha resposta é invariavelmente esta: “Não, não é mais difícil que os outros.”
Ao ver o ar pesado com que se fala de algumas coisas chego a duvidar se me terei esforçado o suficiente, se me terei distraído demais, se houve “trabalhos” que não reparei… ou se os terei esquecido… Prefiro pensar que não me custou de facto.
Penso nisto por causa do curso.
Penso nisto por causa do ano de preparação que me levou a S. Tomé.
Penso nisto por causa da revista “Comtextos”…
Agora que penso nisto, não me custou... e não parece ter dado tanto trabalho assim (e, no entanto, lembro que foram horas-horas-horas. E sei que quem as conta assim pesadas passa sempre por trabalhar mais.)
Agora que penso nisto, não me custou... Será do gosto? Dobro o sorriso.

uma_imagem_gira
fotografia de sebastião salgado.
gosto de caras enrugadas que se riem. falta-lhes o marketing mas fica-lhes o gosto.



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