31.10.06
Chico Buarque
Coliseu do Porto na noite de ontem.
Chico deliciou do início ao fim, mas especialmente quando introduziu esta música.
Explicou que quando ouviu a música a achou esquisita. Foi para casa. Escreveu a letra e ela ficou mais esquisita. Quando a gravaram... bem... muito esquisita mesmo!
Mas foi cantando, cantando e agora é talvez a música que mais gosta de cantar.
Teve até um sonho... Num concerto seu só havia esta música. Depois de muitas vezes cantada (ela é pequena) o público já começava a gostar. Ao fim de 60 repetições o público adorava e tudo eram isqueiros acesos. Todo ele se ria.

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AS VITRINES

Eu te vejo sumir por aí
Te avisei que a cidade era um vão
Dá tua mão, olha prá mim
Não faz assim, não vá lá, não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão frouxa de rir
Já te vejo brincando gostando de ser
Tua sombra se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo o salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão


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