6.9.06
crónicas de uma vitória
Alguns recortes soltos das sofridas crónicas de uma vitória do Zé Dias:

«O título [Crónica de uma Vitória] é fácil de justificar. Enquanto eu conseguir escrever, o título é óbvio. Se, porém, o desânimo ou a dinâmica de derrota me vencerem então a crónica, que já não seria de vitória, extingui-se-á naturalmente.»

«dei comigo a pensar que somos (o género humano) um animal muito refinado e complexo, que sente pudor em dizer as coisas bonitas que pensa dos amigos, que receia magoar a modéstia ou ferir a imodéstia do amigo e, portanto, calamos o quanto verdadeiramente gostamos do outro ficando-nos por palavras de circunstâncias.»

«Lemos mas não acreditamos: Cristo está tão presente na hóstia consagrada como no pobre? Isto cheira a heresia para muitos. É inaceitável esta confusão entre Deus e os pobres que nós conhecemos. E, no entanto, já S. João Crisóstomo recordava: o que disse "Isto é o meu corpo" é o mesmo que disse "Tinha fome e deste-me de comer". Mas para acreditar verdadeiramente neste dogma revolucionário ainda não proclamado é preciso ser homem de fé. E nós somos pessoas de religião.(...) Somos homens religiosos. Muitas vezes até demasiado fundamentalistas. Mas será que temos fé em Jesus Cristo: acreditamos realmente na sua Pessoa e na sua Palavra?»



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