22.5.06
Jesus codificado
O Código Da Vinci deixa-me completamente indiferente. Apesar disso, e de me ter escapado de o ler, o "fenómeno Código da Vinci" não me larga. Em várias conversas, almas pouco piedosas e sobejamente subinformadas dizem qualquer coisa como: "pois, aquilo são um monte de tretas, mas se calhar, lá no fundo há alguma coisa suspeita com um bocado de verdade...". Numa das conversas alguém disse que "há muita coisa que não está lá", ao que eu repliquei que estão lá é coisas a mais. Mas adiante, que para quem não quer saber a suspeita basta.
O que mais impressiona é como se consegue passar completamente ao lado das questões pertinentes para nos preocuparmos com o acessório. No "Público" de ontem, Frei Bento Domingues, disse o que há a dizer acerca da histeria Código da Vinci:

«Agora, porém, não é Fátima nem o Papa que enchem os meios de comunicação. O que mais conta é aquilo de que não se pode saber rigorosamente nada. Com a suspeita de que a Igreja ocultou a realidade humana de Jesus, o seu fascínio transferiu-se precisamente para o apócrifo, para o oculto. O Código Da Vinci deixa-me completamente indiferente. Que Jesus tenha sido celibatário ou tenha deixado um rancho de filhos não afecta, em nada, a minha fé na sua misteriosa e fascinante personalidade. Jesus Cristo nunca se apresentou com a missão de aumentar a natalidade. Deu a vida pela transformação da terra em reino de Deus, isto é, num mundo fraterno. A sua vida privada nunca interessou os primeiros que escreveram sobre ele, nem a mim me interessa.»



HaloScan.com