26.4.06
Canto Moço
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noita inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha


Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

(Zeca Afonso)

Há alguns anos o meu pai escreveu sobre este texto do seu amigo, o escritor. Fascinou-me o texto que os dois foram compondo e aprendi um pouco do tal 25 de abril de 1974. Fascina-me até te-lo conhecido mesmo (o autor qual deus) embora realmente nunca o tenha feito: numa conversa ou algo maior. O texto entusiasma-me sempre pela novidade constante e por parecer que se pode sempre escrever utopias (e acreditar nelas) por cima dele.

Hoje, por cá, resolvemos visitar um restaurante portugues e lá cantámos o Zeca a voz alta, comemorámos no meio da Alemanha (haverá melhor espaco para o fazer!?). Voltámos para casa de bicicleta e livres, sentindo a sardinha e a super bock de forma oposta à palavra "estrangeiro". Há certas coisas que se sentem mais forte fora que dentro, engracado, nao é?

Dizem-me de Portugal: 25 de Abril sempre e que nunca seja necessário haver um de novo!



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