8.3.06
O Pisca
Entram numa rotunda. Fazem pisca para a esquerda e vão ali muito direitinhos. Depois saem na saída que lhes entende e não desfazem nem trocam o pisca.

Fico furiosa. A suposta comunicação do que se faz e do que se quer depois contrariada pelo que se faz efectivamente. Detesto que se diga isto é importante para mim, eu quero isto para a minha vida ou para os meus dias, eu vou fazer isto ou aquilo, eu não ligo a isso… e depois, na hora do confronto com as práticas imediatas (a longo prazo é outra questão) é tudo ao contrário, é tudo atropelado por um languido comodismo, pela “falta de tempo” ou pela falta de coragem.
Prefiro então quem não faz piscas de todo. Assim não se espera nada e tudo será sempre imprevisível. Nessa pessoa ficarei atenta mas não desiludida… não incorrerei em choques, amolgadelas ou irritações. Até pode haver boas surpresas.
Eu por mim, continuo a fazer piscas. Gosto que saibam quem sou e para onde quero seguir. Só quando estou mais tontinha é que escolho de todo não fazer piscas, e aí sabe bem.



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