6.2.06
O Tempo e a escrita.
Acabei de fazer dois exames. 2 horas e meia. Duas cadeiras que fazem parte da mesma, ainda que uma trate de articulações/músculos e a outra de rins. Fazem parte da enorme cadeira Patologia Médica (com 4 cadeiras juntas o que equivale a 4 orais práticas e 4 exames escritos).
Além de toda esta lógica em que se cumprem as regras do máximo de cadeiras que podemos ter num ano (estas 4 só equivalem a 1 e na Patologia Cirúrgica é o mesmo) hoje o exame de nefrologia era impossível de resolver em 1h15min, feito com muita exigência e inteligência, avaliando bem o que nós sabemos, a parte de o demonstrar fica sacrificada pelo tempo que não temos para mostrar o que sabemos.
No exame de Reumatologia deu-me para falar alto, refilar, perguntar que exame era aquele… porque para além de ter chegado tarde (dando a entender que o estiveram a fazer na hora) estava escrito num misto de mau português, mau "brasileiro" e mau espanhol. As perguntas eram feitas com frases do género larachas que se ouvem nos autocarros, tinha citações de autores e não dizia o que devíamos fazer com elas (depois descobrimos perguntando que era Verdadeiros e Falsos sem mais, quando eu achei todas discutíveis...), perguntava os pormenores mais ridículos da matéria e nada de importante. No fim cinco linhas minúsculas, onde a minha letra não cabia (quem a conhece sabe que é bem pequena!), para responder em desenvolvimento. Fiz questão de responder apenas e somente nas linhas (apesar da página estar toda a branco por baixo). Dá-me raiva este tipo de exames. Há professores que não têm o menor respeito pela própria profissão.
Outros pecam porque não dão tempo para pensar, porque é a pensar que se aprende nos exames… e parece-me que os exames também servem para aprender.
Amanhã tenho uma oral que devia ter feito antes destes exames, é que se chumbar nela anulam-se os dois. Viva a pedagogia...



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