28.2.06
Literatura e humor
Nas minhas mais recentes sebentas tenho-me surpreendido com a ansiada entrada da LITERATURA no meu estudo.

Chovia. A água repicava de encontro ao zinco que forrava até a meio da porta que ficaria depois cheia de entalhaduras a canivete, marca e presságio da futura estatura de todas as crianças da família que ali se mediam aos dois anos.
Há-de crescer o dobro desta altura – diziam. E lá ficava na porta a linha que profetizava o tamanho de cada uma dessas crianças, que, vinte anos depois, iriam apoiar a cabeça naquela porta toda lanhada pelo tempo, e rir, com jubiloso pasmo, da precisão do cálculo antecipado
.”

...........................................................................Agustina Bessa-Luís. A SIBILA. Guimarães editores, Lisboa 1953

Ria sozinho: o puto chamara-lhe Encristado. Como era baixote, quando garoto, e houvesse tomado o jeito de se entesar para aumentar a estatura, tinham-lhe prantado aquele nome. Depois, dos quinze para os dezassete, deitara corpo. Mas o apelido ficara.”

........................................................Urbano Tavares Rodrigues, ESTÓRIAS ALENTEJANAS, Edit. Caminho, Lisboa 1977

Esta sebenta continua com longos textos de Aquilino Ribeiro e outros, a terminar os capítulos (que como ainda não cheguei lá ainda não li, nunca leio o final das histórias antes do tempo.)
Numa outra sebenta... No meu estudo também entrou o HUMOR:

As boas explicações como os bons bikinis, devem ser pequenas, chamativas e cobrir as áreas essenciais.” ..........Brown, 1978



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