20.1.06
texto falhado
Olhar, entender, explorar. E queremos aproximar-nos. Como o espanto maravilhoso das lojas de ferragens muito antigas, onde as gavetinhas castanhas se arrumam impecavelmente umas ao lado das outras. E seguimos pelos corredores, à revelia de quem ali nos levou, e abrimos todas as pequenas gavetas, espreitamos lá para dentro em bicos de pés, ou muito em baixo com os joelhos já sujos no chão. E cada gaveta é um espanto, porque cada uma tem por fora aparafusado o que tem dentro mas temos sempre a esperança de encontrar uma gaveta muito cheia ou alguma peça fora do sítio. Olhamos cada coisa e tentamos perceber para que é que aquilo nos poderia servir. E levamos a tarefa muito a sério. Porque é essa a vontade, levar tudo. Mas o pai e a mãe disseram que só se compra o que se precisa. E a busca continua. Já estamos completamente perdidos em toda aquela oferta quando nos chamam “vamos embora!”.
Uma certa zanga...

aqui o deixo para não poder, de forma nenhuma, voltar a pegar-lhe. como o "delet" de que falou um dia miguel sousa tavares... foi-se!



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