14.1.06
Gentes de Marrocos SETE e STOP!



Passeio Alegre

Chegaram tarde à minha vida
as palmeiras. Em Marraquexe vi uma
que Ulisses teria comparado
a Nausica, mas só
no jardim do Passeio Alegre
comecei a amá-las. São altas
comos os marinheiros de Homero.
Diante do mar desafiam os ventos
vindos de norte e do sul.
do leste e do oeste.
para as dobrar pela cintura.
Invulneráveis - assim nuas.


(Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer, 1992)





Acaba assim com uma visão de futuro escrita a giz que contemplava as notas musicais, as cores do arco-irís, o claro e o escuro, o negativo e o positivo. Histórias ficaram por contar, gente ficou por mostrar.





Última palavra para a amizade. Conhecemos o Rashid no primeiro dia em Marrakesh no comboio. Encontrá-mo-lo, de novo (após infrutíferos telefonemas ao longo da nossa jornada lá), no último dia e por acaso. Uma despedida em beleza. Foi o nosso anfitrião. A sua conversa é cativante, culta, inteligente. A forma como recebe é marroquina. Gostou de nós, deu-nos presentes, prometemos reencontros ("oxalá"). Gostámos dele, tem qualquer coisa de palmeira. E assim... STOP!



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