5.1.06
Gentes de Marrocos DOIS



Andar por Marrocos precisou de uma aprendizagem do olhar que filtrasse tanta informação, novidades a cada momento e em cada esquina. Foi difícil entender o meio termo entre acolhimento, em que eles têm orgulho no receberem bem, e o jogo do engano de que é preciso desconfiar, muitos deles ganham dinheiro por uma comissão no hotel a que nos levam por simpatia, no taxista a que nos indicam ou até mesmo no espaço onde vamos comer.

Culturas diferentes fazem homens diferentes em tudo o que vivem, nas qualidades que incentivam, nas ideias que difundem. Rashid, especialista em Direitos das Mulheres, acredita que somos todos o mesmo: todos nascemos da mesma maneira, temos as mesmas necessidades fisiológicas, as mesmas necessidades de religião, de efectivar a vida, de amar. O ser humano é bom de si mesmo. Uma criança marroquina levada de pequenina para os Estados Unidos é um americano, um americano levado de pequenino para Marrocos é um Marroquino. Somos TODOS seres humanos e brilha-lhe o olhar quando diz isto.

Rashid foi assim como uma lupa que ajudou a entender toda aquela sociedade, uma espécie de filtro para viajantes. Conhecemo-lo no comboio bien sûr.



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