15.1.06
abrindo o apetite
Ela tem trazido momentos de verdadeira euforia a estes dias. E é sempre do Brasil e daquele sorriso para o ecrã, do ecrã para mim e de mim para a casa inteira. Começam a ouvir-me rir e eu ainda aqui estou sentada. Rio-me e falo sozinha, falo muito.
Depois levanto-me e vou pela casa a contar a quem encontro o que aconteceu, o que li, que surpresa chegou desta vez.
E chega alguém e conto tudo outra vez e a alegria contagia.
O motivo? O motivo chama-se Nélida Piñon (e agora sinto-me envergonhada porque é uma senhora de muito respeito). É jornalista, romancista, contista, professora, é carioca! E é uma delícia ler o que ela escreve, nos e-mails e nos textos que nos enviou. Entre os seus dias cheios ela arranjou tempo para nós. Só para fazer a sua própria apresentação é que preferiu que nós escolhêssemos o que dizer. E assim deu-me uma bibliografia "muito resumida" de 13 páginas! Fiquei estarrecida das coisas que Nélida já fez. A bibliografia era de facto resumida. Contam-se 8 prémios internacionais, 6 nacionais, visiting-writer em universidades como Harvard ou Columbia, dezenas de títulos internacionais, seminários sobre a sua obra em todo o mundo, jurada dos prémios mais importantes, traduzida em mais de 20 países, membro de Conselhos de diferentes índoles. E escreveu pelo menos 17 livros. Muitíssimos bem criticada nos jornais mais conhecidos.

Nélida e esta fúria de viver estarão no próximo comtextos.



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