15.12.05
onde iríamos...
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

in Passagem das Horas, Álvaro de Campos

Há já algum tempo li com a Joana este poema. E por várias vezes pensei se o colocaria aqui ou não.
Não gostaria que me vissem pessimista, ainda que por vezes o possa sentir eu.
No entanto, este poema para mim não é isso. Fala de tudo o que vivemos e se integra em nós. De tudo o que queremos ainda viver. Porque se não houvesse esta sensação "é tanto, é pouco para o que eu quero" onde iríamos?



HaloScan.com