20.10.05
Take one - El humor absurdo
La historia de la mujer que siempre quería estar más delgada

Una mujer quería por todos los medios ser delgada. Tomaba para desayunar sólo una chucharada de leche cuajada descremada y o acompañaba con una taza de té para adelgazar. Después se iba a la oficina. Allí, en el descanso del mediodía, leía una receta en el "Libro de la cocina para adelgazar". Cuando tenía mucha hambre leía dos recetas. Eso le bastaba.
Por la noche preparaba una sensalada con tres pastillas para adelgazar, sal y zumo de limón. Los domingos añadía una pizca de mostaza a la ensalada de pastillas.
La mujer adelgazó. Pero quería adelgazar más.
Un día leía en el descanso el "Libro de cocina para adelgazar".
Estaba un poco cansada y se durmió. Y ele libro se cerró. ENseguida volvieron del bar los compañeros. Al prinicipio solo vieron el libro encima de la mesa. Después encontraron a la mujer: estaba como señal entre la página 48 y la 49.

(Ursula Wolfel)

uma_imagem_gira

Intelectus Futebolisticulus

Sócrates era o único futebolista profissional do mundo... intelectual. Dava verdadeiros pontapés de bicicleta na gramática, fintava com grande capacidade de argumentação, chutava ao jeito Pollock e fazia passes subtis como uma flauta de pã.

O nome Sócrates vinha da mãe querer um Pensador e o pai um futebolista. Mas todos lhe chamavam "o arquitecto" pela sua organização de jogo. Quando era pequeno faltava aos treinos e jogos para fugir para a escola e a biblioteca, faltava aos exames para ensaiar jogadas estudadas. Em vez de preparação fisíca, Sócrates, abusava da preparação racional, artístico-cultural, intelectual, lógico-matemática e abstracta, numa verdadeira formação integral do atleta.

Sabia todas as condições óptimas para um equipamento em condições: chuteiras puma de 8 pitons nº acima do calçado normal, bla bla bla e tinha até um estudo feito que assegurava que as equipas que jogavam de vermelho e preto tinham mais probabilidade de ganhar um jogo.

Sócrates jogava na lateral porque evitava usar a cabeça compensando isso pela forte cultura táctica, sabia que o 4-4-2 estava completamente desactualizado. Antes de qualquer jogo internacional aprendia todas as coisas importantes sobre a cultura adversária, aprendia a língua, os hábitos, a geografia, as comidas, as figuras, a História.

Marcava golos e dedicava-os a Picasso, a Platão, a Fernando Pessoa ou à Ursula Wolfel. Enquanto os colegas matavam a sede junto ao banco de suplentes, ele dirigia-se lá para tomar nota das ideias fortes tidas no calor do jogo.

Sócrates era evitado pelos jornalistas nos finais de partida. Todos sabiam que daí viria outra explicação do futebol tida à imagem da Teoria da Evolução de Darwin. Adorava autógrafos e dava-os em forma de contos e poesias.

Escrevia uma coluna no jornal A Bola, outra no Jornal de Letras e escrevia sozinho o jornal da Associação do jogador profissional intelectual, por ele criada.

Aprendia com as critícas do treinador, não pelas falhas na finalização ou pela falta de esforço, mas pelas palavras caras que empregava, obrigando a equipa a pagar um salário a um intérprete especialista em Filosofia da Linguagem.

As claques que o apoiava gritavam: "Dá-lhes com a Guernica" ou "Deixa-os estáticos como a Mona Lisa" e gritavam "Xeque-mate" em vez de golooooo.

Quando acabou a sua 3ª tese de doutoramento em Criatividade da Relatividade recebeu o prémio de melhor jogador do ano. Nesse ano percebeu que não conseguia mais: - A beleza do jogo era-lhe tão maravilhosa que não podia perder tempo com jogos, teria que conseguir recriar essa emoção na Arte.

(o meu)



HaloScan.com