24.10.05
5 noites, 6 filmes
Edukadores, já aqui se falou deste filme e eu gostei muito. Tentarei estar atenta para que o idealismo não morra. Muito bonito aquele sitio para onde foram morar uns dias.

6ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS

Não há nada como sair, numa noite, um pouco contrariada porque não tinha escolhido aquele filme, não me apetecia ver uma comédia, o que eu queria ver era o seguinte. Mas para aquele tinha companhia e ofereciam cocktail no fim. Chegamos lá e o cocktail tinha atraído a cidade inteira. Não havia bilhetes e na bilheteira, não deixando hipótese à companhia, digo que sim, queremos um bilhete para o próximo! O Zé Pedro refilou durante duas horas porque acabávamos de trocar uma comédia por um drama histórico. Mas assim fomos petiscar a casa de quem fazia anos e merecia visita. Voltámos a Joyeux Noël. Começa torrencial, fazendo angústia na plateia. Torna-se uma deliciosa fábula sobre homens e a paz. Mais incrível ser verídica, em mais que uma frente de batalha da primeira guerra mundial.

Arsène Lupin, charmoso e sedutor, durante 130 minutos, desliza, salta e conquista a nossa atenção, os nossos risos e, por vezes, preocupação. O realizador Jean-Paul Salomé descreve assim: “Gostei de contar o itinerário deste miúdo que, maltratado pela vida, se faz homem e decide conservar apenas o lado ligeiro da existência. Partilho o seu fascínio pelas mulheres e pelos seus mistérios, a sua forma de encarar a vida, como um rapazito que prefere observar mantendo-se no mundo à margem da sociedade. Identifico-me perfeitamente com ele."

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30 minutos, uma sandes. Sinto-me bem pelos trocos poupados e pela sensação boa de mais um filme esperar.

Um homem viaja pela terra de ninguém na sua canoa, mostra-nos os rápidos, os lagos, as montanhas, os animais que não sabemos o nome, uma paisagem fabulosa onde pensamos querer viver para sempre. Chega o Inverno e a feroz natureza cobre tudo de neve, gela as águas, os mantimentos são armazenados em casa. No meio de uma tempestade espirro e a sala ri-se. Estava dentro do filme! Em grandes viagens de trenó pensei o tempo inteiro como ele se orientava. Mais uma vez nos quis mostrar o seu mundo. Le dernier trappeur é Norman Winther no seu próprio papel.

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Cachè: Prémio da Melhor Realização no Festival de Cannes 2005 e por isso rendo-me à minha ignorância por não ter gostado do filme. Comecei por pensar que “nunca mais acaba?” o que à partida não é bom… principalmente quando ainda muito filme rodou. Deixo-vos sem críticas para que o possam ver… talvez nem soubesse o que escrever.

Rois et Reine e só me apetecia ter um papel e uma caneta e conseguir escrever e não perder as imagens… tentarei encontrar o script da última conversa entre Ismaël (o maravilhoso Mathieu Amalric) e o filho de Nora. Explica-lhe o amor que lhe tem, um monólogo lindíssimo que fala de um amor que não aprisiona.

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A 6ª Festa do cinema francês está de parabéns... só gostava de pedir que durasse mais tempo e com menos filmes por dia! É que os filmes têm de fazer o seu caminho em nós e gosto de ficar em cada um mais tempo.

O sétimo filme foi hoje. Uns dias depois. Alice quase não tem palavras ditas, conta a história pela imagem e pela música. Comovi-me.



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