18.9.05
Vendaval
Um vento fortíssimo sopra na rua.
Não é um vento furioso, é um vento determinado.
Voam milhares, milhões de folhas de eucalipto queimadas chão fora, ar fora, por cima, muito por cima da minha cabeça no alto do 3º andar!
Um grande amigo, numa cumplicidade de quem nos vê crescer, aparece na minha memória. Encolhe os ombros, ri-se e diz “é preciso morrer para nascer de novo. É preciso queimar para voltar a nascer”.
O vento faz um turbilhão à minha volta. Desiquilibra-me. Despenteia-me. Parece anunciar mudança.



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