17.9.05
juggling artists
uma_imagem_gira

Depois de umas horas mais ou menos concentrada na mais terrível das cadeiras do meu curso… mais ou menos a ouvir as conversas à minha volta… mais ou menos flutuando por outras ideias… achei que merecia uma fatia do bolo de chocolate. Ao balcão encontrei outro muito melhor: nozes a maçã. É mesmo esse que eu quero! A rapariga que lá trabalha agora, na preguiça que já lhe reconheço, não estava com vontade nenhuma de dividir o que faltava de bolo ao meio. Ofereceu-me a fatia enorme depois de se certificar que eu não me ofendia. Eu disse que sim pensado que ela não vai resistir ali muito tempo…
Estávamos nisto quando chega um rapaz muito, muito alto e bonito e diz baixinho “cafei con letche”. Ela não percebe e ele repete. Lá dentro do balcão as duas desajeitadas raparigas discutem se é “meia de leite” ou um “galão”. Eu ainda pensei no “pingado” mas não quis piorar a situação.
Eis senão quando eu decido ir pela primeira vez aos Encontros Mágicos de Coimbra, evento com o qual já gozamos porque há todos os anos, monopoliza o TAGV semanas após semanas, uma certa implicância pelo Luís de Matos (que é quem organiza), confesso.
Os mágicos foram muitos e é incrível como a magia já nada tem a ver com as cartolas e as cartas. É um verdadeiro espectáculo que ocupa o palco! O espaço todo com uma só pessoa. Luz e música. Silêncio e suavidade ou energia explosiva.
Andreas Wessels e depois Jojo Weiss foram fabulosos! Vito Lupo foi cativante, sedutor. E quando uma senhora japonesa vem tentar destruir a ilusão explicando-a, finjo que oiço mas não quero mesmo saber!
E não é que o Andreas Wessels era rapaz do café com leite?



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