7.9.05
Banho Turco
uma_imagem_gira

Dia 18 de Agosto. Fim de tarde do 3º dia de viagem.
Já nos tinham falado dos banhos turcos em Budapeste e não podíamos perder.
Procurado o equilíbrio entre a beleza do espaço e o preço chegámos à porta de Széchenyi, no parque de Városliget. Um edifício enorme amarelo. Entrámos e descemos aos balneários. Um corredor comprido onde mulheres circulavam sem grande ordem. Os rapazes tiveram menos sorte, uns trocos que não eram florins para o empregado do balneário e não valeu de nada falarem com ele sobre futebol português.

Estávamos os cinco prontos e encontrámo-nos na enorme piscina exterior. A água quente. Cá fora o dia tinha-se tornado frio. E a cabeça arrefecia quando emergia. Não fossem os jogadores de xadrez mergulhados na água na mais absoluta concentração na estratégia do jogo e repuxos de água, que descontraíam as costas ainda não habituadas às mochilas e noites em comboios, nada me fez pensar que valesse ali ficar duas horas como tínhamos pensado... uma sopa. Percebemos então que numa porta pequena entravam e saíam pessoas. Descobrimos dezenas de piscinas dentro dessa pequena porta. Várias temperaturas, devíamos circular entre morna, fria, muito quente, gelada... a ordem ia mudando. Os cenários iam mudando, enormes cúpulas, paredes altas, pinturas mais ou menos recuperadas, salas mais ou menos agradáveis. Piscinas com um circuito de água que nos fazia rodar sem parar sempre à volta. As piscinas geladas sempre as mais pequenas. Descobrimos saunas e chuveiros frios quase-cruéis, quase-alívio logo a seguir.

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As duas horas souberam a pouco e o descanso soube a delícia. A viagem continuava.
"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir..." Álvaro de Campos.



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