17.8.05
Mocamfe - Turras 2005



"Para pensar noutra coisa, comecei a folhear um velho album de fotografias que o meu irmão tem. Há várias fotografias minhas. Sou pequeno. E muitas vezes estou vestido com roupas muito estranhas. De veludo. Sempre de veludo.
Em pequeno devia ter uma autoconfiança fora de normal."
(em Naif Super de Erlend Loe)

Fui-me tentando lembrar ao longo dos 10 dias de como eram quando eram pequenos e de como eu era. Incrível esta coisa de os ter visto crescer, de me ter visto crescer. Chegado a casa sinto uma ponta de orgulho por eles e por mim. Pelo humor, a arte de ter prazer em rir.


"Ele manda-me um fax de volta e diz que o vácuo é nada. Sem ar. Sem nada. Isso é o vácuo.
Esperava que fosse algo mais. Mas no fundo chega. Se não é nada, não há razão para defini-lo de forma mais complicada"
(em Naif Super de Erlend Loe)

Chegar é o vácuo. Despe-se a mochila até formar um monte de roupa castanha suja. Enquanto a despimos vamos encontrando as saudades e um deles de cada vez. Num caderninho de lembranças escritas, num teréré-pulseira, em fotografias, no amuleto, num cigarro, num café, numa conversa, na memória. Já preenchemos esse vazio, ainda continua tudo a fazer sentido como saltar por cima de uma barreira sem tocar nela.



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