22.7.05
Porque sabe bem...
Porque sabe bem no fim de 6 exames, 4 orais e um trabalho, com os olhos a piscar e o corpo cansado ir ouvir alguém, que conhecemos desde sempre, contar contos? Alguém que, sendo mais velho que eu, sempre fez as maiores tropelias comigo, sempre imaginação! Uma biblioteca cheia de livros e histórias, uns sofás confortáveis, quatro da família juntos e mais pessoas presas àquela voz, àqueles finais sempre surpreendentes, ao doce encanto que só as histórias contadas têm.

Porque sabe bem ir esperar um amigo que às 22.30 da noite está a acabar o curso? Esperar sem ele saber, espreitar para dentro da sala sem ninguém ver, pôr o ouvido à escuta para tudo ouvir e dizer cá fora “o professor adorou o trabalho…” e comemoramos os dois muito contentes, aos pulos, mas em silêncio. Chega então o pai, a mãe, o irmão e nós dizemos como tudo está a correr “muito bem, muito bem! Parabéns!”. Orgulho. Finalmente sai cá para fora! Brinda-se com champanhe, comemos camarões, finos (e um chá, com um fino a seguir… não dá para entender! :), um abraço a três no fim, apertado!

Porque sabe bem levar um amigo de sempre a casa?
pé na embraiagem – travão
ponto-morto – travão de mão

Conversamos um pouco na esperança que o próximo passo, neste processo, se realize e, não é que acontece mesmo?:

Rodar a chave – desligar as luzes.

Conversamos muito. E sabe bem voltar a casa muito tarde e adormecer sem dar conta.



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