13.7.05
[1. Nascimento]
Sou teu. Tiveste-me no teu corpo. Sou teu. Desde dentro de ti, ouvia. Ouvia e sentia. Ouvia as palavras, os murmúrios, as conversas. A água que me resguardava, regurgitava o som que nos meus ouvidos ficava. Uma música. Ouvia uma música. Não tinha voz. Era um som que me parava. E eu não mexia.

Dedilhado. Sereno. E sabia que havia uma voz que sempre ouvia e que em mim ficava. Sempre. Sou teu. Até pelo som dessa voz que depois soube saber que era tua: Divertida. A rir, cristalina de brincadeiras sem palavras.

Raul Iturra

O texto continua muito longo e bonito. Muitas vezes duro. Fez-me parar.
Este homem, no seu falar espanhol, é um gosto de encontrar do outro lado da linha ao telefone, sempre simpático, sempre cuidadoso e gentil. Fiquei com vontade de ler os seus livros... talvez o "Como era quando não era o que sou".



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