1.6.05
ainda o "Não" francês
Francisco Sarsfiel Cabral analisa as consequências do voto francês:

«A rejeição do tratado tem outros e mais graves efeitos. Envenena ainda mais a negociação sobre os dinheiros da UE. Se antes eram ténues as esperanças de aumentar o orçamento comunitário para apoiar a integração dos novos, e mais pobres, Estados membros, essas esperanças são agora nulas. Aliás, o processo de alargamento parou. As portas da União vão fechar-se à Roménia, Bulgária, Croácia, Ucrânia e - sobretudo - à Turquia. Essa é uma das mensagens do "não", em França e na Holanda.
Relançar a integração europeia após este revés é tarefa impossível com os actuais líderes da União. O mais que deles se pode esperar é que tentem evitar a desagregação de muito do que já se conseguiu.
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