9.5.05
Novidades e inquietações
Há caras novas na Terra da Alegria. Caras de gente atenta e inquieta. As boas vindas à Helena!

Já o Filipe regressa com uma reflexão sobre a caridade:
«Quando damos esmola a um miserável, estamos a entregar-lhe apenas o que lhe pertence. Todos têm direito a sobreviver de forma digna, independentemente de quererem ou não trabalhar. A dignidade do Homem deve estar acima de qualquer teoria económica, direito à propriedade ou código moral.»

A esse propósito lembro-me de uns amigos que tendo trabalhado durante vários anos em bairros de lata contavam histórias curiossíssimas. Uma delas era uma senhora que nasceu e viveu toda a vida no bairro. Os pais caíram na miséria, ela vivia na miséria. Contava-me a minha amiga que demorou vários meses a ensinar essa senhora a varrer a casa. Meses! Para nos explicar onde arranjava a sua santa paciência, dizia-nos simplesmente que nós também demorámos a aprender o nosso estilo de vida asseado e desinfectado. Aquela mulher sempre viveu como vivia. Aprender a varrer também leva tempo. Não adianta ter pressa.
Os meus amigos contavam mais histórias destas. Histórias duras mas cheias de humanidade.



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