3.3.05
A responsabilidade de ser-se padre
Ele há coisas engraçadas na internet: tentei responder na caixa de comentários aos comentários lá feitos ao último post que escrevi: Questões e debate. Dizem-me na caixa de comentários que "your IP was found in the OPM blacklist and will not be allowed to post", faço parte de uma lista negra da OPM (que não sei o que é) e por razões que não sei quais são, mas que imagino que é por não ter deixado aquele gajo de bigode e óculos escuros a cuspir pedaços do seu charuto para o chão do seu A4 passar-me à frente na bicha da IC19, ele há gajos poderosos...

No post em questão publiquei o anúncio do Sr. Padre Nuno Serras Pereira que tanta polémica tem suscitado e de que tenho sérias dificuldades em compreender que leitura plausível é possível fazer-se dele. Não fiz nele qualquer alusão à Igreja Católica, seja lá isso o que for, mas leram-me como se o tivesse feito: "gato escaldado de água fria tem medo". Para que a acusação tenha algum sentido, venho por este post acusar a Igreja Católica, seja lá isso o que for.

Dizia eu respondendo à sra. M. Conceição, ao sr. Marco Oliveira e ao sr. Mário Moreno, na caixa de comentários da amena cavaqueira aqui, se mo tivessem deixado que: "não confundo o que o sr padre quis anunciar nem com a igreja católica nem com os católicos e sua fé. Parece-me até complicado estrapolar isso do que escrevi. Não sei se tenho bom senso nem se o quero ter, não ando preocupado em medir a minha cultura geral a peso. O que gostava é que o debate à volta de questões importantes como estas se fizessem com outra sensibilidade. Cumprimentos meus. zé maria"

Percebemos que o debate já (re)começou e da pior maneira: primeiro com Francisco Louçã na noite das eleições a utilizar a cadência eleitoral para pressionar o novo governo socialista a referendar em relação à interrupção voluntária da gravidez, penso que foi uma precipitação fazê-lo e continua a ser uma instrumentalização moral do BE, qual bandeira desfraldada ao vento, de um assunto que deve ser tratado com cuidado; e agora com o anúncio escabroso deste sr. padre que é o pior pontapé de saída para discussão que poderíamos ter, é um anúncio potenciador de insultos e não de argumentos. Por isso mesmo vos falava dos dois filmes (Mar Adentro e Vera Drake) como "forma de suscitar o debate"; uma "outra sensibilidade".

Mesmo se o sr. Padre se pode defender com problemas educacionais ou médicos como propõe o comentador Mário Moreno; sinto fúrias, graves e que me assustam, revolverem-se cá de dentro das minhas entranhas quando penso no mal que "gente" como esta faz em cá andar. Sinto o mesmo quando vejo professores a ensinarem tão de contra o que é aprender e o gosto que deve ter. Neste caso, potenciou uma discussão da pior maneira.

Sinto que a Igreja Católica deve ser metida em causa enquanto instituição. O que não significa meter em causa cada membro da Igreja Católica, cada padre, cada bispo, cada crente: não o faria, não o saberia! Mas questionar a Instituição Católica porque não percebo como pode este senhor ter sido ordenado padre: a responsabilidade que é pregar, o respeito que a função merece e o seu seguimento por tantos fiéis faz-me lamentar que qualquer um possa ser padre. Saberá a Igreja Católica melhor que ninguém que um senhor como este ser padre é grave! É inconcebível! Que exigências tem a Igreja Católica para quem é Padre? Apetece-me logo argumentar rasteiro: as mulheres são excluídas mas gajos como este não são!? São dúvidas que tenho.

Espero que tenha sido compreensível o que quero dizer sem me destinarem a outra qualquer lista negra.



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