3.3.05
JOÃO VOZ E VIOLÃO
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece no sempre agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja, o dia ainda não raiou
O samba é pai do prazer
O samba é filho da dor
O grande poder transformador



A letra é do Caetano, mas é na voz baixa e quase casual de João Gilberto que ela faz soar aqui dentro. Ainda é mais bela quando não estamos tristes, como hoje, em dias de frio e com a febre à espreita.
Ontem, na televisão, conheci Nelson Motta. Acompanhou e/ou lançou a carreira dos artistas brasileiros que mais admiro. Contou que um dia estava muito triste em casa. Telefonou ao João Gilberto que o convidou a passar por casa dele. Ao chegar lá João estava vestido como se fosse para uma festa e disse "Não vamos entrar" (ele que nunca saía de casa!) desceram à garagem e ele tinha um carro (nelson nunca imaginara que ele tinha um carro!). Saíram e foram comer milho frito e beber uma água de côco à praia, à noite. Foram então para casa de Nelson e João (que tinha levado escondida a viola na mala do carro) fez um concerto só para ele.


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