24.3.05
fazes-nos falta


Asas de anjo penduradas na parede
esta constante sensação de ter sede...


Já há três anos que nos deixaste. Reli recordações, abri fotografias, recordei momentos, sorri-me com sorrisos teus. Chorei.

«Mas dir-se-á: Como ressuscitam os mortos? Com que corpo regressam? Insensato! O que semeias não volta à vida, se primeiro não morrer. E o que semeias não é o corpo que há-de vir, mas um simples grão, por exemplo, de trigo ou de qualquer outra espécie.(...) Nem toda a carne é a mesma carne, mas uma é a dos homens, outra a dos animais, outra a dos pássaros, outra a dos peixes. Há corpos celestes e corpos terrestres, mas um é o esplendor dos celestes e outro o dos terrestres. Um é o esplendor do Sol, outro o da Lua e outro o das estrelas, e até uma estrela difere da outra em esplendor.»

Há estrelas que brilham mais... já sabíamos.



«Assim está escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito um ser vivente e o último Adão, um espírito que vivifica. (...) Vou revelar-vos um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados; num instante, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final - pois a trombeta soará - os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados (...). Então cumprir-se-á a palavra da Escritura:
A morte foi tragada pela vitória.
Onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
»

"Morte!
Onde estás ó morte?!"
Assim cantou o cântico ousado aquela mãe. Continuamos a não acreditar no vazio, embora ele se tenha de súbito instalado num pedaço de todos nós. Releio as metáforas de São Paulo. E os poemas da Rita.

«Saber esperar o que já veio
Saber ter o que há-de vir
é mais do que pôr uma
esperança desmedida no futuro
e ir saboreando o hoje
e o amanhã...

Saber ter olhos para ver o invisível,
e ouvidos p'ra escutar
o que ninguém nos diz,
mas nós queríamos tanto...
Vale a pena sorrir
Quando o que esperam de nós são lágrimas
Vale a pena ver o pôr-do-Sol
e pensar na próxima manhã.

Enchamos tudo de futuros
como se eles espreitassem
das nuvens, ou estivessem
à nossa espera para nos dizer
bom dia e para esperarem
até chegarmos lá.

Vale a pena acreditar nos sonhos
e palpá-los, mais do que numa esperança vã!
»

Incrível como Ela continua a fazer parte das nossas vidas, não é?



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