18.2.05
vaidades, bom senso e recolhimento
Assim vai a nossa terra. Assim vai a Terra da Alegria. Vejamos.
Na segunda. O Marco contou-nos como o bom senso de um analfabeto pode ser infinitamente superior ao dogmatismo dos sábios. Uma vaidade resolvida com bom senso.
Na quarta. O Timóteo explica a importância da família e da justiça social — vaidades de dois quandrantes ideológicos; falta de bom senso de ambos. O José explica-nos como temos sido uma terra de vaidades e oferece o seu (ex-)voto à nossa santa padroeira se isto se resolver. O Rui Almeida decide-se pelo silêncio, para não acrescentar barulho ao cortejo de vaidades. E de idêntica opção — o silêncio do recolhimento —, fala também o Miguel, tirando a conclusão para estes nossos dias agitados:

«"Reconheço Deus na brisa suave, ao jeito de Elias, e na sarça ardente, como Moisés. Preciso da experiência da brisa suave para criar disponibilidade para a intensidade do fogo; preciso da paixão do fogo para que o desejo da brisa seja sempre maior e mais profundo."
Espartilhados entre a família, os amigos, a casa, o emprego, os transportes, os blogues, a espuma dos dias acaba por esconder a beleza da sarça ardente, da paixão que é a vida. Vamos lá fora olhar o céu, sentir a brisa suave. E amar.»



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