26.2.05
O nosso reflexo nos outros
Para escrever uma frase tem de ser original,
para expressar uma opinião tem de ser sensata,
para dar um presente tem de ser o perfeito,
para usar uma roupa tem de ser estilosa,
para definir gostos musicais têm de ser bem fundamentados,
para realizar programas culturais têm de ser invulgares,
para ter uma posição em relação aos problemas do mundo tem de ser ponderada...

Em tudo queremos fazer diferença,
atingir a perfeição, ser admiráveis,
reconhecidos, fazer coisas fantásticas...

Talvez isso não seja assim tão mau,
mas ficar presos às convenções e fazer o que fica bem em vez daquilo que genuinamente queremos fazer, ser espontâneos, não ter medo de dizer e fazer errado, de conhecer quem realmente somos, de questionar as convenções, de sermos exigentes com as razões que nos levam a agir assim ou assado...

Pensamentos de quando o trabalho (e nós próprios) absorve muitos recursos para vivermos os projectos que idealizamos



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