8.12.04
Liberdade. Amor. Poesia.
Cesariny abre a sua casa, incrível casa cheia de pinturas e livros, tudo empilhado, enchendo paredes e lugares de passagem. Uma casa com pouca claridade.
Cesariny diz-nos que "escrever era como voar, voar, voar. Pode dizer-se que o fogo era tal... que me consumiu. Ficaram só as cinzas, e com cinzas não se faz poesia". Diz que a sua poesia não é feita de "estavas linda Inês posta em sossego", e que nela está sempre presente alguma raiva, alguma fúria.
Cesariny diz-nos que a pintura lhe trouxe maior liberdade.

A irmã dele aparece no documentário exclamando que ele só diz disparates. Ri-se e nós rimo-nos.

Cesariny desilude-se por o surrealismo ser considerado apenas uma forma de arte quando ele é REVOLUÇÃO (enterrada em museus e bibliotecas). As palavras de ordem são:

LIBERDADE
AMOR
POESIA

Traz-nos coragem de não ser o que esperam de nós, faz pensar no que queremos de nós. Avisa que isso lhe trouxe amarguras num país de tecto baixo. É torrencial.
Fala-nos do amor. Mais uma vez sinto como o amor entre dois homosexuais é belo como só o amor é. (livro: Salto Mortal de Marion Zimmer Bradley, o filme: Boy's don´t cry, Kimberly Peirce).
Projectados os seu quadro aparece este homem de tronco nú. Imagens de força e fragilidade.
Um filme lindíssimo.



HaloScan.com