22.11.04
Tempestade
Impressionante como as pessoas que não se esforçam nada se safam bem. Impressionante como vejo que são as pessoas que se implicam realmente em fazer um trabalho sério e exigente que se vêem zangadas, magoadas e mal tratadas. Quem se safa bem, quem não abre a boca não impressiona pela positiva mas também não marca pela negativa. Passam as aulas sem abrir o bico, passam as reuniões sem comentar, ouvem tudo o que se diz mas não produzem opinião. Cozinha-se assim a arte do nada fazer e por nada ser responsabilizado. Passam assim estas nuvens por nós, se for preciso passam apenas por tímidos.
As pessoas que avançam, que arriscam, que tentam usar a inteligencia que têm, são também aquelas que erram.
Quantos de nós já não fizeram trabalhos partilhados, onde se distribuem tarefas? Quantas vezes nos esforçámos por fazer a nossa parte bem, de forma a que os outros a possam usar, compreender, estudar com tempo? Quantas vezes encontrámos pessoas no grupo que pouco se importam, não fazem a sua parte, despacham com o mínimo de esforço e no final ainda se safam gloriosamente de o ter de defender? É que a letra é do outro, etc. Quem não faz nada tem sempre a desculpa que não está por dentro do assunto.
Vejo isto acontecer com pessoas que admiro, que são empurradas para lugares de chefia que ninguém quer, que são sempre mais e mais atafulhadas de trabalho e cada vez mais criticadas. E quem critica? Aqueles que nunca se implicam.
Hoje o dia é de tempestade. Peço desculpa.



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