10.9.04
leituras de Ver�o II
ES - Talvez as pessoas fiquem assustadas mas, para que cres�am bem... Deviam pecar, pelo menos, de oito em oito horas!
SMS - Est� a brincar, certo?
ES - N�o. Estou a tentar dizer que o desejo � um amor � primeira vista. O desejo n�o � pecado! � uma forma de nos deixarmos tocar, � primeira vista, pelas pessoas bonitas que passam por n�s.
(...)
SMS - E onde fica o respeito, a lealdade para com a nossa "cara-metade"?
ES - Quando se gosta muito de algu�m, n�o se faz um voto de castidade com a vida. Gostar de outra pessoa torna-nos mais sens�veis � beleza: dentro de n�s pr�prios, dentro de quem gostamos e � nossa volta. "Peca-se" mais. E � bom que possamos dizer que pecar (desta maneira) nos vira do avesso. Mas d� sol, por dentro. Obriga-nos a p�r as pessoas de quem gostamos em d�vida. N�o nos deixa que "adorme�amos em servi�o" e empurra-nos para quest�es que nos ensinaram a proibir. Como por exemplo: Que ganhos me trouxe a pessoa com quem estou? Tornou-me melhor, ensinou-me a ser mais bonito, trouxe-me mais vida? Ou, pelo contr�rio, mesmo sem querer, levou-me a "deitar fora" tudo aquilo que me arejava a cabe�a e tornava o meu cora��o mais bonito?
SMS - Mas n�o ser� que pecamos apenas quando o desinteresse por aquela pessoa j� se instalou irremediavelmente? N�o � desconfort�vel pecarmos -- mesmo que s� por pensamentos -- tendo, ao lado, o escolhido ou a escolhida?
ES - Pecar (visto desta maneira) � "t�o natural como a sede" e -- sim -- � desconfort�vel, porque os remorsos fazem um formigueiro no cora��o, mas s�o as melhores vitaminas de uma rela��o. Visto assim, pecar � dizer "gosto de ti"... duas vezes.


(do livro O melhor do mundo, que re�ne as 100 edi��es do programa hom�nimo de Eduardo S� e S�nia Morais Santos na Antena 1)



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