30.8.04
A alforreca que ri
Minist�rio da Defesa no Restelo, 15h de Domingo, fim de Agosto: �bvio mau momento para marcar uma manifesta��o! Fiasco: chegados l� eram tantos manifestantes como jornalistas, uma sandoca debaixo da sombra de uma �rvore do museu de Etnologia, "pode ser que sejam s� atrasados" pens�vamos n�s sem grande cren�a.
Todos os que l� estavam iam conscientes da import�ncia da manifesta��o e iam convocados por sms; indignados muitos falavam em "engano", sem vislumbre de quem teria organizado, de quem teria convocado, e como uma nova sms a surgir para aumentar a irrita��o com uma convoca��o igual mas para as 18h. "O melhor � dispersar, n�o lhe vamos dar este gostinho..." e assim foram fazendo, carros a chegar a serem avisados e a darem meia-volta. Percebendo para quem viu que a fotografia da menina com o c�o iria ser aproveitada no dia seguinte para demonstrar o fiasco, e assim foi.
Houve quem achasse que n�o se faziam manifesta��es contra o Portas, ele n�o as merece! Houve quem achasse que "J� nem os generais t�m o jeito que se lhe reconhecia: ent�o n�o h� nenhum militar que lhe entre pelo escrit�rio dentro e lhe d� um par de bofetadas ou um pux�o de nariz naquela alforreca!?"
Ponto positivo: ningu�m teria dado conta de que o navio Women on Waves vinha a Portugal n�o fosse a publicidade do menino Paulinho, assim passamos por terceiro-mundistas ao olhos do mundo.
Di�logo antes de entrar no carro de retorno a casa:
Pessoa Z: "Portugal � uma merda!
Pessoa T: "N�o � nada, eu gosto de c� viver. Olha, o M�rio Cesariny ao dizerem-lhe qualquer coisa como �Portugal n�o � um pa�s, � um s�tio!� respondeu �mas � exactamente do s�tio que eu gosto�. Eu, como o Cesariny, tamb�m gosto deste s�tio!"
Pessoa z (em tom de desabafo): ent�o por amor de deus paremos de uma vez por todas de lhe chamar pa�s!



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