2.7.04
"e talvez seja isso que ela me ensina agora."
Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuar� o jardim, o c�u e o mar,
E como hoje igualmente h�o de bailar
as quatro esta��es � minha porta.

Outros em Abril passar�o no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haver� longos poentes sobre o mar,
Outros amar�o as coisas que eu amei.

Ser� o mesmo brilho, a mesma festa,
Ser� o mesmo jardim � minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu n�o estivesse morta.



Sophia de Mello Breyner Andresen, no poema citado pelo Jo�o B�rnad da Costa, hoje, no dia de que ela fala.



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