13.5.04
A Cidade e os Outros... I
Os post�s do Z� Maria acerca de Londres, fizeram com que eu estes dias tenha saboreado a "minha" Lisboa com outros Olhos.
Aqueles que olham a Pintura de pernas para o ar...

Passei por um dos cantos da velha Lisboa, por um dos que nos aconchega! N�o por ser acolhedor, mas por na diversidade representar a vida, o fervilhar do movimento, a respira��o das ruas, os olhares desatentos.
Triste Feia � um daqueles "sitios" em Alc�ntara... para mim "lugares" (explico noutra altura) em que a topon�mia das ruas lhe foi fiel na crueza da realidade. Pois o seu caracter adormecido � para n�s uma realidade desconhecida. Percori aquela, rua... ou melhor aquele beco, ou talvez largo, n�o sei! Era um canto de Lisboa que me fez lembrar o poema do Jos� Cardoso Pires.
�Lisboa a nossos p�s. Deixamos o Tejo, deixamos o cen�rio das sete colinas, passeamos por ela a c�u aberto � cidade azul de Vieira da Silva, cidade branca segundo Tanner, cidade ocre, pombalina � e, quando olhamos o ch�o vemo-lo ilustrado a pedra-esmalte...�

Triste Feia vive de tatuagens, de recortes, de manchas de borracha, das cicatrizes do tempo e da transpira��o do metropolismo Lisboeta. O tempo e a hist�ria na sua correla��o s�o denominadores comuns dos elementos caracterizadores da Triste Feia. A Esta��o Ferrovi�ria, a passagem pedonal a�rea, a estrada para o �Casal dos Ventos�, a Igreja que se revela por de tr�s do casario, a guarita que se eleva timidamente entre telhados, linhas de caminho de ferro, o asfalto, a pedra da cal�ada nos passeios, as �rvores que nos limitam da esta��o em conjunto com o gradeamento encarnado, toldos publicit�rios, restaurantes, a rua em paralelos a subir, os len��is brancos ao sol e carros... muitos carros, de frente, encostados, alinhados, amolgados sobre o passeio, em fila, ordenados e desordenados como se mandassem no seu territ�rio. Embebida na cidade por tais retalhos e apontamentos de cidade. Assim se funde no territ�rio e se camufla dos observadores mais atentos. � espa�o de cidade fragmentado e residual que se premeia de t�o ins�lito e constrangedor para mim enquanto observador sem rumo.



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