18.4.04
Somos filhos da não-fatalidade
Alguns apontamentos da conferê�ncia da Comissão Justiça e Paz de Aveiro, no passado sábado, para apresentação da Carta da Comissão Nacional Justiça e Paz aos Cristãos. A falta de atenção às situações de exclusão é um dos maiores pecados dos nossos dias. Em escalas diversas, a pobreza vai-se-nos mostrando nos relatórios da ONU, nos telejornais, nos jornais regionais, nas conversas de café, na nossa rua. O discurso sem esperança, a aceitação da realidade como uma fatalidade, a omissão, são os grandes pecados dos nossos dias. A ressurreição foi a coisa menos previsível que aconteceu a Jesus Cristo. Ao contrário de todas as espectativas, nem a morte foi inultrapassavel. Quem encara a exclusão, o sofrimento, a falta de liberdade, como fatalidades esquece-se do essencial: os cristãos são filhos da não-fatalidade.



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